29 de mai de 2013

COM DILMA PRA O QUE DER E VIER

Se ainda havia dúvida sobre o alinhamento automático do ministro Fernando Bezerra Coelho com a presidente Dilma Rousseff, e não com o governador Eduardo Campos, para as eleições de 2014, ela praticamente desapareceu, ontem, após esta “Folha” noticiar o verdadeiro pensamento dele sobre a sucessão presidencial: “É natural que os partidos se movimentem para se fortalecer. Mas entre a candidatura própria do PSB e a aliança (com o PT), eu fico com a aliança”, declarou o ministro.
Foi apenas a confirmação do que ele já vem fazendo, há dias, para tentar abortar no seu partido a tese da candidatura própria, tal como se fez em 2010 com o ex-ministro Ciro Gomes. Naquela época, Ciro se apresentou ao PSB como postulante do partido à Presidência da República. Mas a maioria dos convencionais tomou a decisão de apoiar Dilma, obedecendo à orientação do seu presidente nacional, Eduardo Campos, que então atendia a um pedido feito pelo ex-presidente Lula.
Hoje, é profundamente desconfortável para o governador de Pernambuco enfrentar a oposição interna do ministro da Integração, que a essa altura do processo já ganhou voo próprio e não se subordina mais ao partido que o indicou para a função. Por esse serviço que está prestando a Dilma, o ministro é um forte candidato a permanecer na pasta se o PT vencer a eleição. Mas em compensação é carta fora do baralho para disputar o governo estadual pelo PSB, que ainda é o seu grande sonho.
O recado – O que se diz hoje no PSB, a propósito da posição tomada por Fernando Bezerra Coelho, é que defender uma posição política dentro do partido é uma coisa e outra muito diferente é dar “recado pelos jornais” tal qual o ministro fez em defesa da aliança com o PT.
O dissidente – Admite-se também no PSB que se Fernando Bezerra Coelho não for o candidato do partido à sucessão de Eduardo Campos abrirá no partido dupla dissidência: além de apoiar Dilma à reeleição, apoiaria também o senador Armando Monteiro (PTB) para governador.

Blog QSP

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