Um dos assuntos mais discutidos na Câmara de Vereadores aqui
de Curaçá, temas de indicações e requerimentos junto aos órgãos competentes,
como Codevasf, Cerb entre outros, é a assistência ao homem do campo neste
período de estiagem. Uma notícia que alegrou foi dada na noite desta segunda, 10, durante
a Sessão Ordinária pelo Presidente Theodomiro Mendes, dando conhecimento do
recebimento de ofício do Conselho Municipal de Defesa Civil – COMDEC,
informando as medidas buscadas e tomadas visando amenizar os efeitos econômicos
e sociais que afligem a população, principalmente a mais carente da Zona Rural,
em razão da periclitante situação.
Segundo o Ofício, assinado pelo presidente da COMDEC, Sr
Emanoel Cesar B. Leite, que diz ser objetivo manter a harmonia e transparência
entre o Órgão e a Câmara, as medidas adotadas visam criar alternativas no que
concerne ao abastecimento de água para consumo humano e, em decorrência do agravamento
da situação, até animal. Informa que já foi solicitado aumento da quantidade de
carros pipas ao 72º Batalhão de Infantaria e, junto a CAR e Defesa Civil
Estadual, 500 unidades de cisternas de polietileno, além de perfuração e
instalação de poços tubulares e colocação de dessalinizadores para
aproveitamento humano nos que já funcionam com vazão suficiente, além de
limpeza e ampliação de barragens comunitárias. Na oportunidade, o presidente da
COMDEC pede que os Edis indiquem as localidades de interesse para serem
atendidas nos referidos programas, e coloca-se a disposição na criação de
projetos para encaminhamento aos poderes constituídos solicitando providências.
A razão de escrever este texto não é promover a propaganda
de tais ações, visto que são meras obrigações destas autoridades e órgãos
citados, mas o fato da abertura para harmonização entre os poderes em prol duma
causa nobre: o atendimento e a assistência as comunidades do interior que
sofrem, miseravelmente, os efeitos da seca. Não resta mais tempo para
diferenças políticas. Pergunte-se ao cidadão que sobrevive sem salário, que ao
meio dia, debaixo de um sol impiedoso queima mandacaru e carrega nas próprias
costas todo o fardo para não deixar seu mísero restante patrimônio morrer de
fome, se ainda lembra quais as cores das bandeiras usadas nas últimas eleições.
Pergunte-se quem tem noção dos valores investidos para uma tal Copa das
Confederações, de um minuto de propaganda dos governos nos canais de televisão,
do valor da verba de gabinete que recebe um deputado. É hilário saber, ao tempo
que é revoltante a burocracia que as solicitações feitas por uma Defesa Civil,
ou por um vereador ou prefeito de uma cidadezinha em estado emergencial sofrem
para receber liberação dos governos.
E nós, pobres matutos, sortudos por ainda termos um
riozionho, mesmo assoreado e poluído pelo sistema que só suga, fiquemos aqui,
na torcida pela Seleção e, quem sabe, pela seleção desses projetos!
Por Elias Fonseca
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